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ASPECTOS DA NOSSA ELEIÇÃO EM CRISTO

Textos  bíblicos principais  para elaboração do tema:

1 Pe 1.2 “Eleitos segundo a presciência de Deus pai, na santificação do espírito para obediência…….

Jo 3.16  “Por que Deus amou o mundo de tal maneira……..

Quando se fala em eleição, entende-se escolha de alguém, ou de um grupo para um propósito específico, estabelecido para formar ou estabelecer o formato de um novo governo, e que junto aos governados, passa a existir a partir de uma data estabelecida por um decreto anterior ao fato.

Entende-se com isto, que nenhuma eleição acontece sem uma antecedência prévia que dura determinado tempo, entre sua elaboração e conclusão. Deus tem um proposito eterno com a humanidade, e só Ele poderia  ter elaborado algo tão tremendo.

Antes de qualquer consideração a respeito do tema em si, é preciso esclarecer que a eleição não é uma ideia humana, bíblicamente é uma doutrina que veio direto do coração de Deus e se estende a todos os homens, ao mesmo tempo em que é restrita aos que crêem, ou seja, Deus ama a todos os homens, mais nem todos os homens amam a Deus.

Cunningham sinceramente diz:
“Completamente admitimos que nas Escrituras, os homens, sem distinção e sem exceção, têm a salvação, e tudo que leva a ela, oferecida ou ofertada a eles – que eles são convidados a vir para Cristo e receber o perdão, – e assegurados que todos que aceitam a oferta, e cederem ao convite, receberão tudo necessário para o seu bem-estar eterno.”
Candlish declara:
“Que a morte de Cristo tem uma certa referência a todos os homens universalmente – que ela tem uma certa relação até sobre os perdidos – devemos defender e manter, pois sustentamos que ela lança as bases para a oferta do Evangelho a todos os homens universalmente, e lança as bases para que a oferta seja honesta e livre da parte de Deus. Isto não poderia ser, sem alguma espécie de relação existente entre a morte de Cristo e todo homem impenitente e descrente que é chamado para receber o Evangelho.

Como diz” o Rev. Hernandez Dias Lopes, em seu sermão:

“Eleição divina, a escolha da graça”

Na igreja protestante, há dois segmentos: o Calvinismo e o Arminianismo. O Calvinismo enfatiza a eleição divina; o Arminianismo o livre arbítrio humano.

O Calvinismo ensina que Cristo morreu para efetivar nossa salvação; o Arminianismo ensina que Cristo morreu para possibilitar a nossa salvação.

Para um arminiano Deus escolhe o homem para a salvação, quando este crê; para um calvinista o homem crê porque foi escolhido.

Vamos, examinar, agora, à luz de Efésios capítulo 1, versículo 4, a doutrina da eleição: “Assim como nos escolheu, nele, [em Cristo], antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele…”.

Embora tenha um grande respeito por ambas posições, esclareço que não posso pender nem pra um extremo nem outro, ou seja, Deus Elegeu no passado por conhecer o futuro,  o homem recebeu tal dádiva estabelecida no passado como se fosse presente, que se estende para o futuro, tal fato seria totalmente desconhecido do homem, se o mesmo não tivesse sido revelado, conforme as escrituras.

Vemos com isto que   primeiro aspecto da nossa eleição, não é puramente filosófico, em sua essência ele é bíblico, prova disto são os textos que fundamentam esta verdade:

Embora o cristianismo tenha se dividido em dois blocos teológicos principais, quanto à doutrina dos Decretos de Deus,  em Calvinistas e Arminianos.Não me deterei  nem em um extremo, nem em outro.

Não posso mudar a doutrina apostólica da  eleição dos salvos, desrespeitando totalmente a responsabilidade humana, e criando com isto um fatalismo herético destituído de fundamento bíblico.

Mas também não posso atribuir a efetivação da salvação por méritos humanos de quaisquer natureza, pois agindo desta forma estarei indo contra o principio da salvação únicamente pela graça.

Examinando o fundamento bíblico da eleição, em associação com responsabilidade humana veremos que existe um  equilíbrio bíblico da vontade divina e da responsabilidade humana. Com isto conseguimos chegar a um segundo aspecto da nossa eleição: 

O aspecto evangelístico. Todos sabemos que a vontade de Deus em salvar a humanidade é patente em toda bíblia. Desconsiderar esta verdade é um erro muito grave que o calvinismo extremado declara abertamente. Justamente por isso, o termo calvinismo é sinônimo de  discriminação divina.

O texto de Jo 3.16, conhecido como o texto áureo da bíblia seria totalmente sem sentido levando-se em conta tal princípio interpretativo em que Deus só tem prazer em salvar os que crêm Com isto em mente; três perguntas vem a mente:

1-Se Deus não ama a todos qual seria o sentido da pregação do evangelho?

2- Jesus morreu para salvar alguns, ou poderia em sua potencialidade salvar a todos?

3- Nem todos querem a oferta da salvação, porque?

A primeira resposta é positiva, pois Deus ama a todos, sem dúvida nenhuma, existem vários textos que comprovam esta verdade bíblica.

A segunda resposta deixa claro que os eleitos recebem de forma efetiva o chamado a eleição, mas isto não significa que no sacrificio de Cristo não tenha sido extensivo a todo mundo, para que aja uma completa concordância com a verdade Biblica.

Quando a bíblia diz: …aprouve a Deus salvar os que crêem, não significa dizer que Deus ñ tenha prazer em querer salvar a todos. Esta verdade nunca poderá ser ignorada em ralação a tudo que a mesma representa.

A terceira resposta é significativa porque é justamente uma determinação bíblica. ou seja, é preciso crer pra receber, e a bíblia esta repleta de textos que exortam o homem a crer pra receber, não há como fugir desta verdade, por mais que se queira sem tropeçar teológicamente.

Isto não significa dizer que Deus não quieira salvar, pois como nos diz a bíblia, tua mão não esta encolhida para que não possa salvar.

Sabemos até  aqui  que nossa eleição tem aspecto  biblico em essência, evangelistico em propósito. O terceiro aspecto é o que  chamo de: Potencial em eficácia, porque tenho certeza, e a bíblia me dá garantias de que em Cristo nossa salvação é garantida, pois a mesma é oriunda do poder de Deus operando em nós.

Discordo do arminianismo exatamente neste ponto, em que não só é possível nossa eleição, como também nossa permanência na mesma posição de eleitos independentemente do tempo e do espaço e da distância entre a possibilidade extensiva a todos e a eficácia do poder divino, aos que crêem e graciosamente recebem forças para não só caminhar,como também  permanecer pela fé, eleitos em Cristo.

Para quem não consegue entender a conclusão óbvia destes fatos citarei alguns textos bíblicos para fundamentar o que estou afirmando:

Rom. 4.25. ;” O qual foi entregue por causa das nossas transgressões, e ressuscitado para nossa justificação”.

Ef. 2.8. ” Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; isto não vem de vós, é dom de Deus.

AS DUAS FASES DA
VONTADE DE DEUS

Dissemos que Deus salva a todos quantos ele quer salvar. Doutro lado, Deus “ordena que todos os homens em toda a parte se arrependam” (Atos 17:30)Ele também manda que o Evangelho seja pregado a toda criatura” (Marcos 16:15).

Deus tem poder para salvar a todos, como diz a biblia em Rom. 3.23 , justamente porque todos pecaram, todos carecem da glória d Deus. Será que o evangelho deve ser pregado a todos por acaso? Creio que não! !

A Graça Comum

A graça comum se refere ao imerecido favor, amor e cuidado providencial de
Deus, estendidos a toda a raça humana em corrupção, pelos quais  Deus derrama Suas bênçãos sobre todos em geral, tanto sobre os salvos quanto sobre os descrentes (Sl 145.8-9). Deus refreia Sua ira contra a humanidade pecadora, concedendo a uma nação ou a uma pessoa o tempo necessário para que se arrependa – o que vem a ser uma extensão da graça comum do Senhor.

A graça comum também pode ser constatada na obra do Espírito Santo, quando este move o coração de uma pessoa ao persuadi-la(lo) e convence-la(lo) da necessidade de buscar a salvação por intermédio de Jesus Cristo (Jo 16.8-11).

A Graça Especial

A segunda maneira de Deus revelar Seu favor é através da graça especial,comumente denominada de graça eficaz, efetiva ou graça salvadora. A graça de Deus é eficaz na medida em que produz salvação na vida dos indivíduos que depositam sua fé na morte de Cristo e no sangue que Ele derramou na cruz para remissão de seus pecados.

A graça eficaz é conhecida por experiência no momento em que Deus,
pela instrumentalidade do Espírito Santo, opera de forma irresistível na mente
e no coração de uma pessoa, de modo que o indivíduo escolha livremente crer em Jesus Cristo como seu Salvador.

Os crentes em Cristo são chamados, não segundo suas obras de esforço próprio, mas conforme a “determinação e graça” de Deus (2 Tm 1.9).

O apóstolo Paulo é um exemplo clássico da chamada eficaz de Deus. Ele foi chamado, não por sua vontade, mas “pela vontade de Deus” (1 Co 1.1).

Na realidade, ele tentava destruir a Igreja até o momento em que se converteu a Cristo, conversão essa que ocorreu pela graça de Deus (At 9).

A Demonstração da Graça de Deus.

A graça de Deus se evidencia de diversas maneiras na vida de um crente em Cristo. Contudo sua atuação em eficácia é demonstrada na experiência de quem tem uma vida transformada por Deus.

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